Nem mil câmeras impedem furtos de malas no aeroporto

Passageiros acompanham o desembarque da bagagem

Publicada originalmente no Metro Brasília

Em 2011, a Infraero, que então administrava o Aeroporto de Brasília, criou o programa ‘De olho na mala’. O órgão começou a instalar câmeras de segurança na área de desembarque das bagagens. Já naquela época a preocupação com os constantes furtos era grande. Hoje, o Consórcio Inframérica, que passou a gerir o aeroporto, garante que já há equipamentos de vigilância em todos os saguões de desembarque, inclusive no internacional, onde o número de ocorrências é maior. O problema, porém, continua.

Extraoficialmente, já que todos os órgãos de segurança se recusam a divulgar estatísticas atualizadas deste tipo de ocorrência, a Polícia Civil admite que os furtos são mais comuns em voos de cidades conhecidas pelo interesse de passageiros em compras, como Miami e Nova Iorque.

1000 câmeras de vídeo, aproximadamente, gravam diversos pontos do aeroporto 24h para oferecer maior segurança

A estudante Janandreia Rafael, 34, experimentou a sensação de impotência que atinge um passageiro que encontra suas malas reviradas na esteira de desembarque – ou, pior, nem as recebe, porque elas foram levadas por ladrões.

Ela teve anéis e perfumes roubados voltando de Nova York para Brasília. “Fiquei surpresa, foi um dinheiro jogado fora. Eram coisas que eu nunca tinha usado. Fiquei totalmente sem saber o que fazer”, lamentou.

Segundo o Guia do Passageiro publicado pela Infraero, as companhias aéreas têm responsabilidade pela bagagem desde o momento do embarque até a devolução da mala ao passageiro. Mas até para as próprias empresas é difícil fiscalizar o transporte da bagagem, já quem em geral são outras empresas que fazem o desembarque. Tanto a Gol quanto a Tam afirmam manter um rígido controle de rastreamento de bagagens.

Janandreia agora é precavida. “Agora antes de embarcar eu faço uma lista das coisas que estão na mala e fotografo tudo antes do embarque”, conta. 

O que fazer?

A Infraero disponibiliza instruções para que o passageiro proteja sua bagagem

• Antes de despachar objetos de valor, o passageiro deve preencher um formulário da companhia declarando os bens. A empresa aérea informará o valor máximo a ser ressarcido.

• Caso as malas retornem avariadas ou não apareçam a companhia deve ser informada imediatamente. O passageiro preencherá o Registro de Irregularidade de Bagagem (RIB) e deve prestar queixa na polícia.

 
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