Turistas semiabandonados

Publicado originalmente no Metro Brasília de 8 de julho

Atendimento escondido. Visitantes não acham quiosques e acabam lutando por informações fora das estruturas concebidas para isso

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Os curitibanos Adilson Oliveira, 53, e a esposa, Aparecida Moura, 53, perdidos na Praça dos Três Poderes, olham para os lados em busca de uma direção. Mal sabem eles que a cerca de 50 metros do ponto em que estão existe um CAT (Centro de Atendimento ao Turista).

O posto fica em uma parte rebaixada do terreno, na antiga Casa de Chá. Ele está ali justamente para orientar os turistas com mapas e panfletos, e até para fazer visitas que contam um pouco da história da cidade. O atendente do posto da Praça Gunnar Mainieri, porém, diz que o CAT não costuma receber muitos visitantes. “Turista na verdade aqui é muito pouco, a maioria só vem aqui para usar o banheiro.”
Atualmente o DF conta com sete centros, seis deles na área central de Brasília. Em média, os CATs realizam 3 mil atendimentos por mês, mas, em meses da baixa temporada, como agosto, o número é muito menor. A Setur (Secretaria de Turismo) não mantém estatísticas de  quantas pessoas visitam o DF mensalmente, e usa como referência os números de desembarques no Aeroporto de Brasília. Segundo a Inframerica, que administra o aeroporto, até maio desembarcaram 342 mil pessoas por mês no DF. Sendo assim, os CATs atendem aproximadamente 0,8%  deste total, isto considerando que o próprio aeroporto conta com um centro, que funciona em horário extendido, das 7h às 22h.

“A maioria das pessoas vem aqui só para usar o banheiro.” Gunnar Mainieri, atendente do CAT

Como os turistas não sabem da oferta gratuita de serviços nos CATs, gastam dinheiro com mapas e guias particulares de turismo para saberem mais sobre a história dos monumentos da cidade. É o caso de Adilson, que pagou R$ 30 reais para um guia. “Chegamos aqui sem informação alguma. Em outras cidades que visitamos, como Olinda e Salvador, a própria população sabe indicar onde ficam os centros, aqui nós não vimos isso”, aponta Oliveira.

Grandes eventos
A Setur não tem nenhum plano para construir novos centros no DF. Existe, porém, um estudo para mudar os pontos de alguns CATs, sem alterar, porém, a quantidade atual. Para a Copa do Mundo, como foi feito na das Confederações, a secretaria prevê instalar postos extras e contará com o apoio de voluntários e de estagiários de cursos de turismo parceiros para atender ao aumento na demanda. Os horários de atendimento dos postos atuais não serão alterados.

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