Entrevista com Digão, dos Raimundos

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Digão [segundo da esquerda para a direita] atuou desde o início da formação da banda, no fim da década de 80, e desde 2002 deixou a guitarra um pouco de lado para assumir os vocais. Fez show na Calourada da UnB, em 1º de novembro.

 

Calourada Evento mistura sertanejo, pagode e rock. Você gosta dessa integração?

Cada um tem seu espaço. A música é bem democrática, tem uma galera grande que curte. Não digo que há uma interação, mas claro que vamos fazer com o mesmo gás. Não tenho nenhum tipo de preconceito musical.

 

A banda se formou em Brasília, tocar aqui ainda é especial?

É diferente por que eu saio da minha casa, mas não digo que é especial. O brasiliense não valoriza o que é daqui, isso é uma característica do local, infelizmente não há uma energia. Falta de identidade desde o fim dos anos 90.  A capital do rock lançava moda, agora não tem mais. Virou só mais uma cidade do circuito dos DJs internacionais. Os bares não tocam shows autorais mais, a música tá morrendo. Sobressai a politicagem de quem ganho o incentivo e não os bons. Isso desanima as bandas que são inovadoras. Falta espírito, não acredito no nascimento de um novo Legião Urbana.

 

A energia da banda ainda é a mesma desde a estreia?

Só vai melhorando com o tempo, é que nem vinho, a banda está cada vez mais forte. A gente gosta mesmo do que faz.

 

Estavam com medo da recepção do público?

Em 2009 retomamos as “antigas”, mas nunca paramos. Em 2006 trocamos a formação. A energia é muito boa ainda. A galera mais velha não vai mais a shows, a vida afasta as pessoas dos eventos. Mas há um público fiel, demos uma renovada no público, temos que buscar novas gerações. Mas há a galera de fé. O público que tá indo agora está amarradão. Abrange geral. Só sobrevive quem se renova.

 

E o projeto via Catarse, pretendem continuar com novos [no último mês a banda conseguiu financiar a gravação de um novo álbum financiado pelos fãs]?

Não temos incentivo de gravadoras e a ideia do Catarse deu muito certo. Só quem gosta colabora, e vimos que muita gente gosta, já que estouramos a cota. E é muito bom saber que eu sou dono de mim mesmo, livre para gravar o que quiser. Não queremos voltar a fazer algo preso pelas gravadoras. Os fãs nos ajudam e assim a gente segue. O CD que fizemos já está gravado, vamos lançar em dezembro. Não vamos lucrar com ele, hoje em dia CD se dá. Todo mundo baixa em casa, é só para quem é fã. Falta finalizar, mas vamos entregar na casa de quem colaborou, além de deixar disponivel para download gratuito. Essa é a tendencia, ninguém mais escuta CD, ele se tornou um enfeite de estante. Não podemos nos prender ao tempo. Já passou da época.

 

E, para terminar, quais são as músicas que não podem faltar nos shows?

Nós temos os nossos clássicos, tipo ‘Esporrei na Manivela’, ‘Quero é ver o Oco’ e ‘Tchara’, que já é da nova formação da banda. A gente sabe que o público que vai aos shows quer é ouvir isso mesmo, show de quem só sabe ficar tocando o novo CD é um negócio chato pra caralho.

 

PS: Tenho produzido muito, mas me falta tempo de publicar tudo aqui no blog, vou fazendo as atualizações aos poucos, espero que me perdoem 

Turistas semiabandonados

Publicado originalmente no Metro Brasília de 8 de julho

Atendimento escondido. Visitantes não acham quiosques e acabam lutando por informações fora das estruturas concebidas para isso

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Os curitibanos Adilson Oliveira, 53, e a esposa, Aparecida Moura, 53, perdidos na Praça dos Três Poderes, olham para os lados em busca de uma direção. Mal sabem eles que a cerca de 50 metros do ponto em que estão existe um CAT (Centro de Atendimento ao Turista).

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Coletivo se encarrega de limpar sujeira pós-protesto

manifesto limpeza brasíliaOs protestos em Brasília  contam um grupo especial de voluntários. Sob o lema “A rua é a casa do povo”,  eles ajudam a limpar um pouco da sujeira gerada nos manifestos.

Desde o início da onda de protestos, o Coletivo da Rua acompanhar as manifestações com sacolas de lixo. Na quinta, na 2ª Marcha do Vinagre, que reuniu 60 mil pessoas na Esplanada, foram recolhidos cerca de 40 mil litros de lixo. Nem tudo, porém, eram cartazes e tubos de tinta. “Recolhemos muitas garrafas de bebida, aproximadamente 200 só de vodca”, afirma Julianna Motter, 21, uma das criadoras do projeto. Continuar lendo

Ciclistas resistem a despejo na 204 Sul

Publicado originalmente no Metro Brasília

Biciletaria Brasília

No início de maio, um coletivo voluntário de ciclistas, o Bicicletaria, ocupou um prédio abandonado e caindo aos pedaços entre as quadras 204 e 404 Sul e começou a limpá-lo e reformá-lo com um mutirão. Antes de ser fechado, o local abrigava uma delegacia.
O serviço ainda está em andamento, mas a ordem de despejo da Administração de Brasília já chegou e, por enquanto, será ignorada. Continuar lendo

Prepare a toalha xadrez, piquenique virou moda

piqueniqueNão se pode precisar exatamente quando os piqueniques surgiram, mas eles se tornaram populares na Europa do século XIX. Em Brasília, porém, os lanches ao ar livre se tornaram moda agora.

Nos dias de folga e finais de semana, os gramados dos parques ficam repletos de pessoas dividindo a mesma toalha. Famílias, amigos, casais ou mesmo desconhecidos tem feito dos lanches uma opção de lazer. Continuar lendo

Bernardo Sayão compartilhado

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Memória de todos. Neto do desbravador cria página no facebook para divulgar fotos do arquivo da família sobre a história de Brasília

Publicado originamente na edição de 29 de abril do Metro Brasília

Marcelo Sayão cresceu ouvindo histórias fantásticas de como seu avô desbravou o que hoje chamamos de Brasília. Foi através desses episódios quase lendários que ele conheceu o avô famoso, Bernardo Sayão, morto antes dele nascer. A viagem no tempo, porém, só ficou completa quando Marcelo herdou de uma tia uma coleção de fotografias e recortes de jornais da época da construção da cidade. Ali estava um dos mais ricos acervos da história de Brasília. “Eu tinha de compartilhar essa descoberta, um tesouro desses não pode ficar mofando nos armários”, diz Sayão. Continuar lendo

Plano de internet grátis está paralisado no DF

Conexão Wi-Fi planejada para cobrir todo o Distrito Federal até 2014 está restrita a apenas três pontos do Plano Piloto

Turista ganês Abubakari Yakubu tenta se concetar à rede na rodoviária

Turista ganês Abubakari Yakubu tenta se concetar à rede na rodoviária

Originalmente publicado em Metro Brasília
Lançado em setembro de 2011, o Conecta DF é a principal aposta do governo Agnelo Queiroz para promover a inclusão digital. A iniciativa,  entretanto, ainda não passou da versão piloto.  Continuar lendo

‘Virilhas’ chocantes

erick moreno2Encerra-se neste domingo (10/03) a curta temporada do espetáculo Virilhas, no Espaço Cena, na 205 norte. A meia-entrada custa R$ 10,00 e a casa costuma lotar, portanto, chegue cedo.  Começo o texto assim, pois do espetáculo em si, há pouco para se falar.

O conjunto da montagem não é ruim, apenas esperava-se mais da produção que tanto prometia impressionar e que, ao invés de usar seu enredo sobre um quase incesto entre homossexuais, opta pelo mais óbvio e apela sensivelmente para a nudez explícita e constante. Continuar lendo

Bocha está desaparecendo no Distrito Federal

Esporte é considerado por muitos como entretenimento para idosos e não atrai jovens

A Bocha é considerada um jogo para velhos, mas no Distrito Federal até para eles está difícil seguir praticando o esporte. “É impressionante que um jogo que tenha cinco mil anos e tão poucas pessoas o conheçam”, reclama o presidente da Federação Brasiliense de Bocha, Lídio Coradin. Esporte tradicional da região Sul do país, em Brasília o jogo sobrevive com canchas, espécie de pista para a prática desportiva, em dois clubes e em Centros de Tradição Gaúcha (CTGs). Continuar lendo

Jovens chegam a gastar R$ 1,2 mil por ano em camisas alternativas

Conic, prédio no centro da cidade, concentra maior parte das lojas

Um negócio que começou com uma loja no Conic se espalha por Brasília. O comércio de camisetas alternativas não parecia um mercado lucrativo há dez anos, porém atualmente só no conjunto comercial são seis lojas especializadas apenas nesse produto. Mas o sucesso não é só medido pelo número de lojas, mas também pela satisfação do público. Não é difícil encontrar clientes que comprem mais de 30 camisetas por ano. Continuar lendo