Morte de ‘Carmen’ faz nascer a ópera em Brasília

Ciganos são fascinantes. Carmen, a mais fascinante dentre eles. No último domingo (24/07) os brasilienses tiveram a oportunidade de ouvir as últimas notas de harpa do II Festival de Ópera de Brasília. E todos queriam participar. A lotação máxima do Teatro Nacional, 1500 lugares, foi aumentada em duzentas pessoas com a inclusão de cadeiras extras. Depois foi a vez dos que sentaram na escada e ainda assim mais de 700 pessoas ficaram na porta implorando para entrar. Tinha gente sentanda até no palco, público como cenário! Todos queriam ver Carmem renascer no palco, para vê-la morrer no fim e voltar sempre a vida em outro local.  Continuar lendo

Seres voadores da Ucrânia invadem Brasília

Não conheço nada de balé. Fui ao Teatro Nacional esperando que a apresentação do Balé Nacional da Ucrânia fosse repleta de collants e delicadeza. Ledo engano. Maravilhoso engano. Virsky era uma dança quase nacionalista e sem nada do que eu imaginava. Por mais que a orquestra tenha se empenhado em tocar lindamente, todas as atenções se voltaram aos bailarinos. Bailarinos no masculino. As coloridas borboletas fantasiadas de moças no palco não foram páreo para espadas, lanças, sapateado e saltos gigantescos dos homens.  Continuar lendo